maio 24, 2024

Janeiro Branco: como o estresse e as doenças emocionais impactam na disfunção erétil?

 Janeiro Branco: como o estresse e as doenças emocionais impactam na disfunção erétil?

Foto reprodução rede social

Mais de 30 por cento dos homens brasileiros sofrem algum tipo de disfunção erétil. E o que o Janeiro Branco tem a ver com isso? O mês de janeiro é uma ótima oportunidade para se refletir acerca de questões relacionadas a doenças mentais e emocionais. A campanha Janeiro Branco tem como objetivo alertar para os cuidados com a saúde mental da população a partir da prevenção das doenças decorrentes do estresse, incluindo os transtornos mentais mais comuns, como a depressão e a ansiedade. A disfunção erétil, por exemplo, é um problema que pode afetar a saúde mental do homem, principalmente “numa sociedade que cobra o tempo inteiro que o homem sempre seja 100 por cento em todos os aspectos de sua vida, seja na cama, seja na vida profissional ou familiar”, ressaltou o cirurgião urologista Dr. Eduardo Cerqueira.

O especialista salienta que até mesmo a insatisfação com o próprio corpo ou doenças como obesidade, pressão alta, diabetes, problemas urinárias e a própria idade mais avançada podem fazer o indivíduo “falhar na hora H” e esse é um problema que afeta a mais de 30 por cento dos homens no Brasil, conforme números dos Institutos Nacionais da Saúde (as mulheres são 43%). A disfunção erétil, infelizmente, é um assunto evitado nas rodas de conversas dos amigos mas que, nos consultórios, é uma queixa não muito rara, conforme Dr. Eduardo Cerqueira. Muitos são os homens, segundo o urologista, que insistem em associar libido à virilidade, transformando o tema em um tabu e, consequentemente, adiando o tratamento de questões relacionadas à falta do desejo sexual ou mesmo da própria ausência da ereção.

“A disfunção erétil pode sim ser originada da falta de desejo sexual ou da redução da libido, como também pode ser chamada. Isto pode ocorrer em determinadas situações, como o próprio estresse do dia a dia, o cansaço, episódios de ansiedade, ou alguma situação em especial. É preciso investigar, uma vez que, apesar de poder melhorar espontaneamente, muitos casos caminham para uma depressão ou quadros de ansiedade, e nesses casos é preciso um trabalho conjunto com outros profissionais. Quando a questão é fisiológica, entramos com outros tratamentos”, alertou o médico. Dr. Eduardo Cerqueira frisa que a saúde mental está diretamente ligada à saúde sexual, seja masculina ou feminina. Por isso, é impossível dissociar o estresse, a ansiedade e a depressão, bem como a própria produção de hormônios como a testosterona e outros ligados ao prazer, por isso a necessidade da investigação.

Para o especialista, qualquer que seja a causa da disfunção sexual, seja fisiológica ou psicológica, são evidentes os benefícios relacionados à atividade sexual quando ocorre a prática regular da atividade física. “Não dá para receitar somente remédios. Os ganhos são diretos quando o paciente passa a fazer exercícios, principalmente no sentido cardiocirculatório, afinal, a atividade sexual também é uma atividade física, então, se você tem uma resistência física maior, um vigor físico maior, você vai conseguir ter um desempenho sexual também melhor”, explicou o especialista, acrescentando que, para aqueles que sofrem com o problema da disfunção erétil, o exercício físico vem como um grande aliado. O especialista ainda salienta que, com a atividade física, o corpo proporciona a necessária modulação hormonal, por meio da qual o organismo consegue dar uma melhor resposta, ou seja, há uma maior sensibilidade dos tecidos aos hormônios o que faz com haja o chamado desejo ou impulso sexual de forma que propicie a pessoa a estar propensa a realizar a atividade sexual.

A atividade física, conforme o urologista, vem como uma aliada modulando hormônios, liberando principalmente endorfinas, serotonina e dopamina, trazendo bem estar para esse indivíduo, não somente físico, mas emocional e mental. “Sem falar na sua autoestima que melhora e, consequentemente, sua performance também responde da mesma forma”, frisou o especialista

Ascom

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