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“Ele já veio com o intuito de matar”, diz delegado sobre homem que executou mulher trans em Feira
O homem suspeito de assassinar friamente a mulher trans Jullyana Freitas Leite, no início deste ano em Feira de Santana, foi capturado nesta sexta-feira (24). Identificado pelas iniciais R.N.S., o acusado foi localizado na cidade de Teresina, no Piauí, durante uma operação conjunta entre as Polícias Civis dos dois estados.
Em entrevista ao repoter Denivaldo Costa ( Rádio Subaé), o delegado Gustavo Coutinho, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Feira de Santana, detalhou a frieza do crime ocorrido no dia 8 de janeiro, no bairro Parque Getúlio Vargas. Para o investigador, a execução foi premeditada: “Ele já veio com o intuito de matar, acredito que sim. Primeiro que, quando foi fazer o programa, ele já não havia dinheiro. Então ele já fez o programa já com o intuito de sair sem efetuar o pagamento”.
A Emboscada e o Tiro na Nuca
A motivação do crime seria uma disputa banal após o serviço contratado. Sem dinheiro para pagar, o autor deixou o próprio aparelho celular com Jullyana como garantia da dívida. No entanto, ao retornar à residência da vítima horas depois, ele não portava a quantia devida, mas sim uma pistola na cintura.
“Quando foi em casa e trouxe uma arma na cintura, já com certeza já com o intuito de desferir um tiro contra a Juliana”, detalhou o delegado Coutinho ao programa Ronda Policial.
Ao sair à porta para recebê-lo, acreditando que receberia o pagamento, Jullyana foi atingida por um disparo à queima-roupa na região da nuca, morrendo no local sem qualquer chance de defesa.
Celular e Histórico Criminal
Um detalhe crucial ajudou a fechar o cerco: o celular deixado com a vítima não parava de tocar, com chamadas da esposa do suspeito procurando por seu paradeiro. Além disso, a polícia ressaltou que R.N.S. já possui uma extensa ficha criminal, com passagens por crimes de violência de gênero contra a própria sogra e a ex-mulher.
“É um indivíduo realmente frio, dado à prática de crimes e violento”, reforçou o titular da DHPP.
Prisão e Júri Popular
Após o crime, o suspeito chegou a se apresentar na delegacia com um advogado, mas permaneceu em silêncio para evitar o flagrante e fugiu da Bahia assim que a prisão preventiva foi decretada. Ele foi rastreado pelo setor de inteligência trabalhando em uma empresa de energia em solo piauiense.
O acusado agora aguarda o recambiamento para a Bahia, onde responderá por homicídio duplamente qualificado e deverá ser levado a júri popular.
Com informações do programa Ronda Policial – Rádio Subaé