março 18, 2026

“Drones não substituem o homem”, diz presidente do Sindicato dos Policiais Penais sobre saída da PM das guaritas de presídio em Feira

 “Drones não substituem o homem”, diz presidente do Sindicato dos Policiais Penais sobre saída da PM das guaritas de presídio em Feira

Reivon critica “abandono” de guaritas, alerta para risco de fugas e cobra nomeação de policiais penais para assumir as muralhas

O clima é de discordância entre as forças de segurança que atuam no Conjunto Penal de Feira de Santana. Após a Polícia Militar anunciar a retirada de prepostos das guaritas para focar em rondas motorizadas, o presidente do Sindicato dos Policiais Penais e Servidores Penitenciários da Bahia (SINPPSPEB), Reivon Pimentel, subiu o tom. Em entrevista ao repórter Denivaldo Costa, o sindicalista classificou a mudança como um risco à segurança e defendeu que a presença física nas torres é insubstituível.

Para Pimentel, a tecnologia, embora bem-vinda como auxílio, não possui o mesmo poder de dissuasão que um agente armado no topo da muralha. “A presença física de um preposto da Polícia Militar ou, como deve ser, da Polícia Penal, inibe qualquer ato. Quem vai estar na torre vai estar com a arma longa e isso inibe qualquer tentativa de invasão ou de fuga”, afirmou categoricamente. Ouça a reportagem

O “vazio” nas torres
Atualmente, o presídio de Feira conta com 14 guaritas operacionais (de um total de 17). Enquanto o comando da PM argumenta que o modelo estático era ineficiente, Pimentel alerta que o patrulhamento móvel deixa brechas. Ele sugere que, no mínimo, as quatro extremidades da unidade deveriam permanecer ocupadas para garantir um “pronto emprego” imediato em caso de crise.

“Eu manteria, mesmo com toda a tecnologia, parte dessas guaritas ocupadas”, pontuou o sindicalista, ressaltando que a decisão da PM é discricionária, mas que a corporação deverá “assumir a responsabilidade” por qualquer evento crítico que venha a acontecer.

O embate sobre as guaritas expõe uma ferida aberta na categoria: o déficit de pessoal. Reivon Pimentel aproveitou a oportunidade para cobrar uma resposta direta do Governo do Estado:

Formatura e Posse: O sindicato exige a nomeação imediata de 250 alunos que concluem o curso de formação nesta semana.

A meta é que, desse grupo, pelo menos 100 policiais penais sejam destinados à Feira de Santana para assumir a guarda perimetral.

Pimentel pleiteia a abertura de um novo concurso com 3.500 vagas, afirmando que a carência atual do sistema prisional baiano é “inaceitável”.

Blog Central de Policia, com informações e foto Denivaldo Costa (Rádio Subaé)

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