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Violência vicária amplia debate sobre proteção às mulheres em Feira de Santana
A orientação é que mulheres em situação de risco procurem imediatamente apoio da rede municipal de proteção
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios sociais enfrentados no Brasil. Entre as diversas formas de agressão já reconhecidas pela legislação e pelos órgãos de proteção, uma prática silenciosa e extremamente cruel tem ampliado o debate sobre a necessidade de fortalecimento da rede de acolhimento às vítimas: a violência vicária.
Caracterizada quando o agressor utiliza filhos, familiares ou pessoas sob sua responsabilidade para atingir emocionalmente a mulher, a violência vicária é considerada uma das manifestações mais perversas dentro do ciclo da violência doméstica. Na prática, o sofrimento da vítima acontece por meio da manipulação, ameaças, afastamento dos filhos ou até da instrumentalização emocional de crianças e adolescentes.
A ampliação das discussões sobre o tema reforça o papel da Lei Maria da Penha como um dos principais instrumentos de combate e prevenção à violência contra a mulher. Além das agressões físicas, a legislação também reconhece violências psicológicas, patrimoniais, morais e sexuais — contextos nos quais a violência vicária frequentemente se insere.
De acordo com a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Feira de Santana, é fundamental que a sociedade esteja atenta aos sinais desse tipo de violência, especialmente quando envolve crianças e adolescentes utilizados como mecanismo de controle, chantagem e sofrimento indireto da mulher.
“A violência contra a mulher possui muitas faces, e nenhuma delas pode ser normalizada ou silenciada. Precisamos fortalecer cada vez mais a rede de proteção e garantir que as vítimas saibam que não estão sozinhas”, destaca a secretária da pasta, Neinha Bastos.
Em Feira de Santana, o município conta com uma Rede de Proteção estruturada, formada por serviços especializados de acolhimento psicológico, social e jurídico. Entre as ações desenvolvidas estão o acompanhamento de casos, orientação às vítimas, encaminhamento para medidas protetivas e suporte necessário para mulheres que desejam romper o ciclo da violência.
A secretária reforça ainda que denunciar continua sendo um passo essencial para interromper as agressões e evitar que os casos evoluam para situações ainda mais graves. “Proteja a si mesma e aos seus. O ciclo da violência precisa parar”, enfatiza.
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelos canais oficiais de atendimento, com garantia de sigilo e proteção às vítimas. A orientação é que mulheres em situação de risco procurem imediatamente apoio da rede municipal de proteção ou acionem os serviços de emergência.
O enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação conjunta entre poder público, instituições de proteção e sociedade civil, fortalecendo políticas públicas capazes de assegurar acolhimento, segurança e justiça para todas as mulheres.
Secom