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“Se não for aprovado, vamos procurar outros meios”, diz vereador sobre projeto que troca multas por doação de sangue em Feira de Santana
Embora o projeto possa enfrentar barreiras jurídicas, o edil fez ponderações
O vereador Albino Brandão (Câmara Municipal de Feira de Santana) apresentou uma proposta que visa converter multas de trânsito leves em doação de sangue ou medula óssea. Em entrevista ao repórter Denivaldo Costa, da rádio Subaé, o parlamentar deixou claro que, embora o projeto possa enfrentar barreiras jurídicas, o compromisso com a causa da doação é inegociável.
Brandão reconhece que a proposta passará pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pode sofrer resistência técnica. No entanto, ele enfatizou que o projeto é, acima de tudo, uma ferramenta de conscientização:
“O foco principal é a mobilização da sociedade para a doação de sangue. Esse projeto, claro, seria uma porta para isso, um incentivo. Mas, se não for aprovado, a gente vai procurar outros meios que incentivem a população e conscientizem da importância que é doar sangue”.
Ao ser questionado sobre o baixo índice de doadores, o vereador apontou a falta de informação como o maior obstáculo. Ele relatou que muitos cidadãos ainda têm receio do processo por acreditarem que é algo doloroso ou excessivamente burocrático:
O edil lamenta que a população costume se mobilizar apenas em situações de emergência para amigos ou familiares.
O parlamentar, que é doador regular, defende que a doação deve ser um hábito anual para manter os níveis dos bancos de sangue, como o Hemoba e o IHEF, sempre estáveis.
O parlamentar destacou que a iniciativa não pertence a um único mandato, mas sim à instituição e à cidade. Ele busca o apoio de diversas entidades, como a OAB, CDL e instituições religiosas, para ampliar o alcance da mensagem.
“É uma campanha sem dono, encabeçada pela instituição Câmara de Vereadores. Quanto mais força a gente tiver, acho que conseguimos atingir mais pessoas. Quem ganha é a população e a saúde de Feira de Santana”, concluiu.
Com informações de Denivaldo Costa e foto Ascom