No Brasil da recessão, aumenta desemprego entre engenheiros e sobram vagas para diaristas

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De um lado, a oferta de domésticas “diaristas” – que trabalham por dia – cresce a passos largos, reforçada por profissionais demitidos da indústria e do comércio.

Do outro, engenheiros desempregados procuram alternativas em outras áreas, na contramão do que ocorreu nos últimos anos, quando o cenário era de escassez desses profissionais no mercado.

Alguns pensam em emigrar, e já há até os que tenham se tornado motoristas do Uber, o serviço de transporte privado oferecido pelo aplicativo de mesmo nome.

A trajetória recente dessas duas ocupações – domésticas e engenheiros – ilustra como a recessão econômica, registrada pelo IBGE nesta quinta-feira, afeta a vida dos brasileiros e a estrutura da economia como um todo.

Segundo dados do instituto, o PIB (Produto Interno Bruto) do país teve uma retração de 3,8 % em 2015. Trata-se da pior recessão desde 1996.

A crise política, a queda do consumo e as paralisações das empresas envolvidas na Operação Lava Jato estão entre as razões apontadas pela recessão.

E entre as vítimas dessa freada estão 9,1 milhões de brasileiros que estão desempregados, segundo dados divulgados pelo IBGE – 2,6 milhões a mais que há um ano.

São pessoas como a metalúrgica piauiense Aloísa Elvira Reis, de 37 anos, que, após 12 anos trabalhando como metalúrgica na região do ABC paulista, há uma semana entrou na agência Prendas Domésticas, em São Paulo, para procurar uma vaga de diarista.

“É a primeira vez que eu venho”, se explicou, tímida, ao pedir informações para duas jovens.

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