Barragem rompida e que levou a desastre ambiental tinha lama da Vale

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A barragem que se rompeu em Mariana (MG) no dia 5, provocando um desastre ambiental histórico que já chegou até ao litoral capixaba, também tinha lama da Vale, maior mineradora do Brasil, de acordo com informações publicadas pela Folha.
Uma das acionistas (ao lado da anglo-australiana BHP Billiton) da Samarco, responsável pela barragem, a Vale utilizava a área para despejar rejeitos de minério de ferro de suas atividades na região.
A lama encaminhada pela Vale para a barragem de Fundão vinha de uma mina conhecida como Alegria, que integra um complexo operacional da empresa na região.
A mina fica a cerca de 25 km do distrito de Bento Rodrigues, primeiro alvo do “tsunami de lama” e que ficou completamente destruído.
A Vale confirmou à Folha que mantinha um contrato com a Samarco para utilizar a barragem como destinação de seus rejeitos, mas afirmou que sua lama correspondia a menos de 5% do total depositado em Fundão.
Embora seja acionista da Samarco, a Vale até agora não admitiu qualquer responsabilidade pela tragédia. Nos pronunciamentos feitos pela mineradora e por seus diretores não houve menção aos rejeitos que a empresa depositava na barragem.

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